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Pabllo Vittar seguiu à risca a ideia de pop como abreviação de ‘popular’ em Não Para Não. A cantora lançou na quinta-feira (4) seu segundo álbum de estúdio, cheio de influências dos ritmos brasileiros.

Se em Vai Passar Mal (2017), Pabllo abusava das batidas do pop gringo, em Não Para Não, ela mistura as tendências internacionais com a brasilidade. O disco traz participações de nomes como Diplo, Ludmilla e Dilsinho.

A primeira faixa, ‘Disk Me’, tem a batida do brega funk. A música, que ganhou um clipe nesta sexta-feira (5), é romântica e lembra sucessos das bandas pernambucanas Musa, Sedutora e Torpedo.


Em ‘Seu Crime’, a cantora surpreende com um forrozão ‘pesado’ no refrão. A sonoridade que se popularizou no começo dos anos 2000 com Saia rodada, Calcinha Preta, e Aviões do Forró foi resgatada com sucesso. Diplo, DJ norte-americano que já havia trabalhado com Pabllo anteriormente, é um dos responsáveis pela canção e mostrou que já está familiarizado com a sonoridade brasileira.

As influências do forró continuam em ‘Não Vou Deitar’, música que pode ser interpretada como uma mensagem de resistência. “Eu não vou deixar
/Você me controlar/ Não vou voltar/ Eu não vou mais te procurar/ Eu não vou deitar”. Versos carregados de luta também aparecem em ‘Ouro’, parceria com a cantora, modelo e amiga, Urias.

 

A música baiana marca presença. O pagode, axé e swigueira são notáveis em ‘Trago seu Amor de Volta’, com participação de Dilsinho, e ‘Problema Seu’, primeiro single do álbum.

Produzido pela  Brabo Music Team (BMT), Não Para Não mostra que Pabllo não parou em 2017. Para a alegria dos admiradores e para o incômodo de alguns, a cantora está indo longe na carreira.

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Luana Maria

Autor Luana Maria

Luana Silva: 24 anos, paraibana, quase jornalista, capricorniana, apaixonada por trilhas sonoras e louca dos gatos.

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