No começo, era um grupo de amigos que se reunia para tocar as músicas que mais gostavam. Aí tinha um que gostava de compor, outro que também escrevia. O resultado da união de Zé Ibarra, Tom Veloso, André Almeida, Miguima e Lucas Nunes foi a Dônica. Antes da música, amizade, talvez por isso a influência do Clube da Esquina é tão forte. Conversei com Zé Ibarra, vocal, teclados, compositor e um dos fundadores da banda que é uma das revelações da nova mpb e que se prepara para lançar seu novo álbum.

“Nos conhecemos na escola, éramos todos da mesma turma e costumavamos batucar muito em sala de aula, tanto que a escola cedeu um espaço só para nos reunirmos e fazermos a sonzeira”, recorda Zé. Da escola aos palcos, em 2015 eles lançaram Continuidade dos Parques, o primeiro álbum.

Foto: Uns Produções e Filmes

Próximo álbum

Agora, Dônica se prepara para lançar seu segundo disco. Um trabalho que está sendo produzido a passos lentos e com muita atenção, para refletir a identidade atual da banda. Segundo Zé,  é completamente diferente do primeiro álbum: “Tá tudo diferentasso do primeiro. Isso provoca na gente medo e orgulho”. A mudança é consequência de um processo de amadurecimento pelo qual os integrantes passaram nos últimos tempos, que despertou neles novas formas de criar. “O processo de composição e arranjo das músicas era uma coisa e agora a dinâmica é totalmente diferente”, afirmou.

Em novembro de 2018, Dônica lançou Itamonte, primeiro single do segundo álbum que está chegando por aí. O grupo já está em estúdio, no processo de gravação e a previsão de estreia é para este ano. Um dos spoilers do disco é uma parceria com Tim Bernardes:“Tim é um monstro e topou entrar nessa conosco”.

Influências, Caetano e Dônica

As influências das canções passam por Mutantes, Pink Floyd, Gentle Giant e até Michael Jackson. Além desses artistas, a inspiração de Caetano Veloso é inevitável. Zé explica como é a relação da banda com o pai de Tom: “as pessoas acham que ele participa das composições e está super junto de nós, mas não é bem assim. O Caetano é muito mais o Pai do Tom e um grande amigo nosso do que qualquer tipo de mentor, mas claro, sua obra influencia de uma forma avassaladora nosso som, então de certa forma ele tá muito aqui para nós”.

Dônica caminha com as próprias pernas, inspira e chama atenção do público e de grandes nomes da MPB. Entre eles, Milton Nascimento, que participou da canção “Pintor”, quinta faixa de Continuidade dos Parques.

 

 

Luana Maria

Autor Luana Maria

Luana Silva: jornalista, apaixonada por trilhas sonoras e viciada em música.

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